Sábado, 13 de Setembro de 2008

Vikings: a fúria nórdica

Novas pesquisas históricas revelam: os escandinavos que assolaram a Europa medieval eram refinados artistas, comerciantes arrojados e, provavelmente, foram os primeiros europeus a colocar os pés na América, 500 anos antes de Colombo.

Proteja-nos, Senhor, da fúria dos homens do Norte. Eles devastam nosso país, matam nossas mulheres, crianças e velhos." A partir do século VIII todas as capelas da Inglaterra integraram essa nova prece a suas rezas. Os monastérios estavam em perigo e os reinos tornavam-se vulneráveis aos destemidos homens vindos do frio, que aterrorizavam com seus barcos ágeis e machados certeiros as tênues fronteiras do ocidente medieval. O mito viking, cruel e sanguinário, atravessou os tempos, acentuado pelo romantismo e pelo nacionalismo dos países escandinavos do século passado e chegou incólume aos nossos dias. Bárbaros, arrebatados, intratáveis e resolutos, os protegidos de Thor, o deus do raio, só hoje, à luz de uma Europa que não cessa de revisar sua história, encontram adjetivos mais amenos."Eles eram poetas eminentes, finos artesãos e negociantes habilidosos", afirma o historiador Jean-Pierre Mohen, diretor do Museu Nacional de Antigüidades, de Saint-Germain-en-Laye, a 20 quilômetros de Paris. "A violência, aliás, não era exclusividade viking na Idade Média." Mohen vai mais longe. Junto com outros estudiosos, ele quer desmistificar a história e revelar a "complexa e avançada organização escandinava, que durante cerca de 300 anos se espalhou da Rússia à América do Norte, integrando-se a paisagens e costumes os mais diversos". Os temidos homens que conquistaram a Inglaterra, cercaram Paris e colonizaram a Islândia, tinham também outras vocações: comerciavam, desenvolveram técnicas navais inovadoras e, acima de tudo, eram donos de uma singular capacidade de adaptação.Vik, na antiga língua dos suecos, noruegueses e dinamarqueses, quer dizer " expedição guerreira pelo mar". Viking qualifica o homem que toma parte nessa expedição, protagonista de uma era de incursões que levou seus barcos, os famosos knorr, a singrarem rios, lagos e mares de todo o mundo ocidental. Para os outros povos da Europa, uma era de terror, que começa em 8 de junho de 793 com o saque do monastério de Lindisfarne, na costa oriental inglesa alastra-se pela ilha britânica e finalmente chega avassaladora ao continente, devastando o reino franco de Carlos Magno (742-814) e cidades da Península Ibérica muçulmana como Lisboa, Sevilha e Valência. São muitas as hipóteses que tentam explicar essa marcha inexorável em direção à aventura. Uma delas é a de que, no começo do século IX, o clima nórdico tenha se tornado ameno, propiciando colheitas abundantes e diminuindo a mortalidade. Numa sociedade poligâmica como a viking, isso significou não só o aumento da população, mas também do número de despossuídos. Como entre os nórdicos a herança cabia somente ao filho mais velho, aos outros integrantes da prole restava a alternativa de procurar fortuna em terras distantes. E só um havia um caminho a seguir: o mar.É importante lembrar sua natureza marítimo", argumenta Jean - Pierre Mohen. "Os escandinavos se habituaram ao deslocamento por barcos, pois o transporte terrestre em sua região era difícil." Segundo Regis Boyer, diretor do Instituto de Línguas, Literatura e Civilização Escandinavas na Universidade de Paris - Sorbonne, seus barcos eram uma arma absoluta. "Ágeis e leves, os knorr permitiam ataques de surpresa e fugas ligeiras." Com pouco mais de 20 metros de comprimento e 5 de largura, comportavam setenta tripulantes e deixavam perplexos os inimigos, que passaram a chamá-los de serpentes, tamanha a graça com que afrontavam os caprichos das águas. Apesar de seu peso de 9 toneladas vazio, ou 18 carregado, o knorr não mantinha mais do que 95 centímetros do casco submerso, detalhe importante para quem se serviu também de atalhos como rios rasos para penetrar profundamente o território europeu. Foi pelo Rio Sena, por exemplo, que em 885 uma esquadra de 700 knorr, manobrada por 30 000 dinamarqueses. cercou Paris, então uma pequena cidade fortificada, que resistiu miraculosamente durante meses graças à tenacidade heróica do marquês de Eudes, à frente de uma minguada cavalaria de 200 homens.

Construídos em carvalho, no casco, e pinho nos remos e leme, os knorr tinham ainda outras particularidades. Para agilizar o desembarque, os remos podiam ser recolhidos de dentro do barco: os buracos por onde passavam eram desenhados com fendas, de maneira a encaixar as pás. O casco, de tábuas imbricadas como telhas num telhado e calafetadas com raízes embebidas em goma vegetal, era praticamente impermeável, enquanto o mastro, com 10 a 13 metros de altura, ficava fixado por uma trava de madeira maleável. Com isso, se curvava levemente com a vela, oferecendo menor resistência ao vento e tornando a embarcação menos vulnerável às tempestades.

Se a técnica era apurada, as instalações a bordo não eram propriamente confortáveis. Não havia convés e os homens eram obrigados a disputar cada centímetro com cavalos e até vacas. Mesmo carregado, o knorr era extremamente prático", explica Mohen. De fato, o barco escandinavo podia ser remado para a frente ou para trás sem fazer a volta e era muito veloz. Na proa e na popa, iam as cabeças de dragão removíveis daí o nome drakkar, usado pelos franceses para defini-los. As cabeças eram instaladas para afugentar maus espíritos quando a frota chegava às nações inimigas. Já a caminho de casa, guardavam-se as armas contra o sobrenatural.As famosas sagas vikings histórias heróicas transmitidas oralmente, de pai para filho, até a aparição da escrita latina, quando viraram literatura testemunham o valor dos knorr. Eram necessárias associações de dois ou mais guerreiros para construí-los, pois custavam uma verdadeira fortuna. Os mais belos barcos eram temas de longos relatos, como na saga do rei Olavo Tryggvason e seu knorr, chamado Longa Serpente. Serviam também de túmulo para seus proprietários, reis e cidadãos eméritos, enterrados neles com seus pertences, jóias e, eventualmente, um escravo "voluntário" para acompanhá-lo ao Valhala a Mansão dos Mortos , onde os combatentes eram recebidos por amazonas chamadas valquírias.

A primeira metade do século IX foi marcada pela incursão de dinamarqueses, suecos e noruegueses pelo mundo até então conhecido. Os primeiros chegaram em 843 ao que hoje corresponde à França. As cidades de Rouen, Chartres e Tours, foram devastadas. Nem a diplomacia do rei Carlos II, o Calvo (823- 877), neto de Carlos Magno, nem os tributos pagos para que se retirassem lograram impedir o avanço dos vikings. Na Inglaterra, os dinamarqueses conquistaram cidades como Derby, Leicester, Lincoln, Stamford e Nottingham e fizeram delas quartéis - generais para suas infindáveis lutas contra ingleses e noruegueses, também pretendentes à ilha.Com o tempo, porém, o cristianismo se revelou uma eficiente arma para amainar a fúria nórdica. Principalmente depois que os vikings começaram a se estabelecer onde antes apenas saqueavam. O chefe norueguês Rolão só desistiu dos ataques ao território francês depois de seu batismo e a assinatura, em 911, do Tratado de Saint - Clair - sur - Epte, que legou a Nêustria, atual Normandia, no noroeste do país, a seus homens. "Como vassalos de Carlos, o Simples (879-929), eles provaram sua capacidade de adaptação. Tornaram- se agricultores, defenderam suas terras e em pouco tempo adotaram a língua e os hábitos da região", explica Jean - Pierre Mohen. A transformação, no entanto, foi bem mais profunda. Enquanto na Escandinávia as leis eram protegidas por uma assembléia do povo, conhecida por Thing, na França o poder tornou-se feudal e autoritário, e a antiga organização política, considerada hoje como a mais avançada da época, foi abandonada. "Este sistema, onde a monarquia coexiste com a democracia direta, ainda é a base da política atual dos países nórdicos", completa Moben.Ao mesmo tempo, como numa frente de batalha do tamanho de um continente, outro povo escandinavo se apoderava do leste europeu desta vez sem invasões. "O rus, como eram chamados os suecos, partiram em busca de rotas de comércio na direção leste", conta Mohen. Os próprios eslavos, habitantes daquela região, teriam pedido aos suecos que reinassem em suas terras, dilapidadas por guerras internas. Eles não só aceitaram o convite como criaram uma das mais promissores teias comerciais da Europa Oriental, com rotas ligando o Mar do Norte tanto a Bizâncio quanto ao Mar Cáspio e às caravanas vindas de Bagdá. Centro de todo esse movimento, Kiev tornou-se uma das cidades mais ricas da Europa e serviu de base para o que, mais tarde, viria a se chamar Rússia.Do outro lado do globo, o terceiro tentáculo nórdico preparava, na mesma época, um dos mais importantes feitos da era viking embora o reconhecimento só tenha vindo após dez séculos de história. Consagrados aventureiros, os noruegueses preferiam colonizar a conquistar. Instalaram-se nas terras vazias da Islândia, descobriram e povoaram a Groenlândia e, de lá, alcançaram, 500 anos antes de Colombo, o continente americano. A grande saga do islandês Eric, o Vermelho, detalha o caminho traçado por ele e confirmado pela presença de habitações nórdicas na ilha de Terra Nova, costa canadense. Condenado a três anos de exílio por assassinato, ele resolveu seguir os passos de um marinheiro que anos antes avistara uma terra estranha durante uma tempestade que o tirou de sua rota original.

Em 982, Eric deparou com os fiordes verdejantes da maior ilha do mundo, batizada por ele Groenland, a Terra Verde e ali se estabeleceu. Cumprida a pena, voltou à Islândia, onde recrutou colonos para povoar a Groenlândia. Quinhentos homens e mulheres, em 25 navios, partiram na primavera, mas só quinze naus chegaram ao destino para fundar pequenas aldeias e viver do comércio de peles e presas de morsa e narval com a Escandinávia e a Europa. Leifr, um dos filhos de Eric, costumava levar a mercadoria ao outro lado do oceano. Movidos pelo mais visceral dos ímpetos vikings a aventura , pai e filho prepararam cuidadosamente uma viagem conjunta rumo ao oeste.Como Eric tinha quebrado uma perna num tombo de cavalo, Leifr partiu sozinho. Primeiro, descobriu uma terra árida, varrida pelo vento: Helluland. Segundo o historiador Régis Boyer, poderia ter sido a península canadense do Labrador. A esquadra seguiu para o sul até uma ilha de pastagens verdes e cheia de parreiras, o Vinland ou Terra da Vinha. De volta à Groenlândia, Leifr, que será conhecido como O Sortudo, tratou de arrebanhar colonos para ocupar o novo território. Provavelmente, se instalaram onde hoje fica o sitio arqueológico de Anse - aux - Meadows, no norte da Terra Nova. Descoberto em 1960, as escavações revelaram ruínas de oito casas, cada uma com cerca de 20 metros de comprimento, datadas, com análises de carbono -14, do ano 1000. Na época, esquimós e indígenas não construíam grandes habitações. Já os vikings, moravam em espécies de comunidades familiares, onde marido, esposa, concubinas e filhos dividiam o mesmo espaço.De acordo com a Saga de Eric, o Vermelho, porém, os noruegueses de Terra Nova tinham de afrontar os rigores das intermináveis travessias entre a América do Norte e a Groenlândia para vender suas mercadorias. Também depararam com a acolhida pouca calorosa da população local os Skraelingar, ou "os horríveis" nome usado indistintamente para índios e esquimós. "Eram homens negros e hediondos, de terrível cabeleira. Eles tinham grandes olhos e maçãs do rosto largas. Ficavam parados, olhando maravilhados as pessoas que estavam a sua frente." Isolados e acuados, os colonizadores acabaram abandonando o Vinland. "Quando os últimos vikings partiram, estas viagens viraram lenda", conta Jean - Pierre Mohen "Mas hoje estão mais que confirmadas e fazem parte da realidade."A era dos grandes conquistadores do norte acabaria tão bruscamente como começou. A Europa, passado o susto inicial e fortificada com o fim da disputa pelo poder que sucedeu a morte de Carlos Magno, tratou de criar defesas, enquanto os escandinavos se convertiam ao catolicismo em busca de alianças duradouras. Aos poucos, o norte passou a fazer parte da organização ocidental", explica Mohen. A morte de Ingvar, o Viajante, na Síria, em 1041, marca o fim do domínio viking e o começo de um fantástico mito." A antiga língua falada na Escandinávia, assim como as runas caracteres de uma escrita germânica usada pelos nórdicos , foram abandonados em favor da língua européia e do latim. Da aventura nórdica, restou um escrito, a Edda, poemas heróicos compostos no século XIII pelo historiador islandês Snorri Sturluson, que revelam 200 anos de glória. Quando a aventura acabou, uma outra epopéia estava começando: a construção da Europa como a conhecemos hoje", conclui Mohen.

Domingo, 18 de Maio de 2008

Crônicas de Algalord – Parte IV: O poder da chama do dragão

As nuvens negras escureciam as terras médias quando o Guerreiro de Gelo chegou ao local místico conhecido como Floresta de Unicórnios. Sangue cobria suas mãos enquanto o sussurro das amigáveis e majestosas árvores tentava acalmar a sonoridade de suas últimas visões... as mortes brutais de Arwald e de Airin continuavam torturando seu bravo coração e apenas a vontade de vingança estava cravada nas feridas de sua alma violentada...

O conhecimento de que a mágica Espada de Esmeralda estava agora nas mãos de Akron estava ainda atormentando seus ferventes pensamentos...

No limite de suas condições físicas e mentais ele finalmente chegou na verde Elgard onde as pessoas o receberam como um verdadeiro herói... Aresius precisou usar toda sua mágica para curar a mente abalada do escolhido.

Mas logo uma incrível nova tragédia ocorreu, o suficiente para destruir a estabilidade mental de qualquer um... o que nem ele nem Aresius haviam desafiado imaginar por passar...

O que parecia ser apenas uma lenda antiga contada com a fantasia de um gracejador, tornou-se inesperada, dramática realidade...

Graças ao mágico poder da Espada de Esmeralda aplicada as secretas magias negras de Vankar, os místicos portões do caos que separam o mundo dos humanos e dos malditos foram finalmente abertos... após alguns rituais maléficos nas cavernas da Terra dos Fantasmas a rainha do horizonte negro, esta cadela desolada e antiga servente do cruel deus Kron, estava viva mais uma vez e pronta para liderar o exército dos mortos vivos, libertos pelo antigo feitiço, sob o comando de Akron.

O primeiro resultado deste plano demoníaco foi uma trágica batalha que destruiu as poderosas embarcações dos reis no selvagem oceano...

Sem defesa as duas cidades irmãs de nossas queridas terras foram destruídas após três luas de um apocalíptico derramamento de sangue sob uma chuva de milhares de chamas. Elnor e Tharald agora jazem nas ruínas... o rei morreu combatendo honrosamente os demônios e as ondas sangrentas gigantes... os ecos da morte continuam sobrecarregando os ares irrespiráveis gravando as pedras e as costas das terras do sudeste...

O Guerreiro de Gelo, ouvindo essas notícias, gritou sua fúria do fundo de sua pura alma que até os elfos e trolls das montanhas verdes puderam escutar os ecos de sua fúria...

Mas ele logo teria a chance de chamar os espíritos da vingança porque após duas luas o grande Conselho de Algalord decidiu convocar os mais bravos lutadores das terras do sudeste e dar o comando do exército improvisado para O Escolhido...

Akron, a rainha do mal, o deus das sombras Dargor e o exército demoníaco estavam agora marchando em direção à cidade dos deuses, aniquilando tudo e todo ser humano que oferecesse resistência a sua tempestuosa passagem...

Então um medo terrível estava agora ameaçando a valorosa Algalord e algo deveria ser feito o mais rápido possível... uma eventual queda da sagrada fortaleza significaria o fim de tudo e o começo de uma nova era para as terras encantadas sob o domínio do Rei Caos, poderoso encarregado do esquecimento cósmico... ele precisa ser parado...!

A marcha do mestre da espada logo começou... e após apenas três luas o glorioso exército liderado pelo guerreiro nórdico encarou os soldados de Akron e Dargor entre os pântanos das regiões sudeste... os lobos uivavam para a lua enquanto o primeiro choque de espadas ressoou nas profundezas da noite.

A dramática batalha será certamente lembrada como um das mais trágicas páginas na história das Terras Encantadas! Os valorosos guerreiros de nossos belos vales encontraram-se forçados a desafiar a sanidade mental, não conhecendo que tipo de inimigo encarariam... mas Aresius havia os prevenido que deveriam estar preparados para qualquer coisa... e não havia melhor conselho... demônios alados, vermes gigantes, mortos vivos e vampiros formavam grande parte dessa maléfica massa de criaturas que cruzaram os portais do caos graças ao poder da espada de esmeralda e que estavam agora servindo o desejo insano de Akron...

Todo guerreiro das queridas terras imediatamente entenderam a dificuldade de sua meta...

Mas o clamor da perspectiva cósmica bloqueou qualquer fragilidade emotiva – ao contrário, isso apenas inflamou seus desejos adrenalínicos por vingança de todos seus irmãos que foram tão brutalmente torturados e mortos.

No banho de sangue da batalha, entre membros mutilados e terríveis visões de sofrimento, o Guerreiro de Gelo foi capaz de encarar o senhor das sombras da montanha negra numa batalha final... o maligno, após um sangrento choque épico, caiu de uma pedra e se tornou derrotado, sem chance de escapar... Dargor estava perto da morte, ele sabia disso... ele gritou, implorando o poderoso Guerreiro de Gelo para golpeá-lo e matá-lo... mas o escolhido, em terrível dúvida entre seu coração e sua mente, apanhou sua mão, poupando sua vida, sabendo que ele foi apenas o resultado do errado ensinamento de Vankar, o velho mago de Helm, eterno inimigo de Aresius.

Dargor não entendeu esse ato do Guerreiro de Gelo e não entendia suas intenções... Vankar sempre o contou uma falsa história sobre como o Guerreiro de Gelo e seus exércitos massacraram toda sua família... e ele cresceu acreditando...então com o próximo golpe de sua espada ele atingiu o escolhido que, não esperando esta reação, caiu perdendo seus sentidos e derramando um rio de sangue sagrado... ele falava apenas com seus olhos... olhando para Dargor e perguntando por que... por que...

Quando nosso herói recuperou a consciência, preso novamente como milhares de outros soldados, ele entendeu tudo, havia terminado para ele e para todos... após Elnor e Thorald, a última importante resistência foi destruída e seria certamente agora o fim para Algalord... ah não... ninguém poderia ter imaginado a força destrutiva da Espada de Esmeralda em mãos erradas, nem nosso herói.

Era hora de Algalord rezar para os deuses do aço porque a fúria do mestre da guerra, Kron, vivia no rei negro mais do que nunca... tome cuidado, cidade sagrada, cuidado...!

Após duas luas a queda de Algalord era realidade... os portões da cidade foram forçadamente abertos e Akron os atravessou mostrando suas piores intenções... a maioria das mulheres e crianças foram torturadas e massacradas em nome de sua infernal perversão... ‘destruição’ era a ordem de Akron para seus discípulos e logo Algalord, a gloriosa Algalord, a cidade sagrada das Terras Encantadas, era uma massa de sangue e pedra...

Nesse momento, todos, até mesmo o Guerreiro de Gelo, agora aprisionado e forçado a suportar tudo, se perguntavam se seria possível fazer algo pelas queridas terras ou se a dominação dos discípulos de Kron logo seria realidade em nome do esquecimento cósmico!

O próximo desafio estaria claro para todos...
Os últimos versos do mago...

“Olá para todos mais uma vez, meus amigos...
E desculpe se fui incapaz de contar tudo o que aconteceu recentemente sem derramar uma lágrima... mas não há palavras para descrever o sofrimento atormentando meu coração mais uma vez!
Sim, tudo aconteceu como vocês provavelmente já entenderam... após o cerco de Algalord todos fomos feitos prisioneiros, os rituais de depravação sangrenta começaram mais uma vez...
A tragédia foi uma triste realidade, como o mágico livro das profecias revelou para nós muito tempo atrás... mas as próximas páginas falam de um trovão quebrando o silêncio moribundo...
E raios iluminados de pura energia rasgando os antigos céus pelos deuses da sabedoria... e este seria o milagre que mudaria os eventos...
E meus caros... vocês estão provavelmente ansiosos para saber se algo aconteceu ou não...eh?
Bem... este é o último e incrível capítulo deste épico conto... e eu posso lhes dizer que o final dos eventos foi reservado por um imprevisto, lendário, grande e amargo final...
Então... sim... algo miraculoso logo aconteceu... mas nas sombras de uma tragédia negra...!
Após a queda da cidade sagrada dos deuses, meu irmão, o poderoso Guerreiro de Gelo, foi também condenado a suportar os jogos sangrentos que Akron usou para assustar as pessoas para impor sua supremacia... o escolhido sempre foi o lendário inimigo e agora a chance de torturar seu corpo estava excitando as profundas perversões de Akron...
Então usou sua negra fúria no Guerreiro de Gelo mutilando suas duas pernas... sim, meus amigos...acreditem em mim...!
...mas quando nosso herói, ainda vivo, estava para ser executado e jogado nos pântanos de Acheros, condenado a ser devorado pelas viscosas cobras marinhas, o milagre aconteceu e o trovão das profecias tinha um inesperado nome: Dargor! Ninguém podia acreditar no que havia acontecido... cansado dessas visões sangrentas, não mais aceitando as crueldades de seu sombrio senhor e ainda confuso pelo fato do Escolhido ter poupado sua vida, Dargor levantou sua espada para o céu ferindo mortalmente a rainha dos mortos, gritando odiosamente o nome de Akron e invocando o poder dos gárgulas... o rei negro, furioso como nunca antes, virou-se para o senhor das sombras e imediatamente entendeu suas intenções... um sinal de sua mão e o guerreiro demônio lançou sua espada atingindo o ombro de Dargor, levando-o ao chão... Akron, rindo em sua face, revelou que já esperava sua traição porque ele não possuía o mesmo sangue negro correndo em suas veias, e que agora ele morreria da mesma maneira como os outros, empalado na frente dos portões da agora conquistada Algalord como um exemplo para todos...
Seus demônios moveram-se em direção do ferido Dargor, para prendê-lo, quando a energia do trovão deu a ele a força para jogar-se contra Akron, empurrando-o e fazendo-o cair perto de onde estava o Guerreiro de Gelo, que mutilado estava morrendo deitado em um lago de sangue. Nesse momento O Escolhido guiou-se para roubar a Espada de Esmeralda da armadura do rei negro e golpear seu rosto com ela... até os demônios do mais profundo inferno devem ter escutado o grito de Akron quando a lâmina da espada sagrada perfurou seu olho direito... mas isso não foi o suficiente para matar o rei das trevas... e então o Guerreiro de Gelo envolveu seus braços em torno do pescoço de Akron, apertando-o... e nesse momento O Escolhido gritou para Dargor mover a plataforma de execução de madeira para os pântanos. O senhor das sombras das montanhas negras viu que esta era a única maneira de resolver esta situação radicalmente e imediatamente pulou na alavanca de aço que operava o mecanismo... e a plataforma onde o Guerreiro de Gelo e Akron estavam caídos começou a escorregar abaixo em direção as águas negras desses escuros pântanos com fedor de morte.
O Escolhido, mantendo seu agarrão forte continuava no local com todo seu poder com a ajuda da Espada de Esmeralda e com o Rei Negro tentando se livrar, gritou suas graças a Dargor por retribuir o favor do passado, apesar de sua incapacidade de ajudar o herói das terras do norte, que agora estava destinado a morte certa...
Mas assim foi como a profecia foi escrita e o Guerreiro de Gelo finalmente escorregou nas águas viscosas... e Akron com ele, a Espada de Esmeralda não o permitiu reagir...
Nesse momento os dois corpos e a poderosa espada sagrada desapareceram nas profundezas do pântano e quando as famintas cobras negras vieram para sua refeição todos sabiam que havia terminado... sim... foi realmente o fim para nosso mútuo amigo... graças ao Guerreiro de Gelo e a traição de Dargor, o pesadelo em pessoa, conhecido como Akron, virou repentinamente uma má memória do passado...
E esse momento tão miraculoso significa o fim do exército de demônios...
Vankar revelou para Dargor o poder dos gárgulas... mas o maligno mago nunca poderia ter imaginado que seu discípulo usaria isso para encarar seu próprio inferno... mas isso foi o que aconteceu!
Os majestosos gárgulas de pedra tornaram-se vivos e voaram das torres distantes de Hargor para colidir contra os demônios do abismo... e também nesse momento os surpreendidos guerreiros das Terras Encantadas entenderam que a profecia dos anciãos finalmente era realizada... oh, deus... no poderoso chamado dos deuses do aço do último apocalipse eles levantaram suas armas mais uma vez, tomando vantagem da nova situação... dos derrotados prisioneiros se tornaram a fúria cósmica materializada dos titãs e antes da nova lua, a vitória era uma realidade... e desta vez, era uma vitória total contra as hordas do inferno... sim, irmãos... a grande vitória final...
Um raio mágico repentinamente colidiu com a terra, um terrível terremoto fez a terra estremecer... os vitoriosos irmão gárgulas, os anjos da pedra mística, abriram suas longas asas e, com seus longos membros, eles pegaram as criaturas e demônios restantes caídas no poeirento chão... os portais do caos localizados entre as cavernas da terra dos fantasmas eram os seus destinos... a alma dos amaldiçoadas voltaram para suas velhas dimensões em algum lugar muito longe e os gárgulas, graças a um grande ato de magia positiva, foram capazes de trancá-los, novamente se tornando poderosos anjos guardiões... eles guardariam a passagem e não permitiriam ninguém mais abrir os portões novamente... essa foi realmente a conclusão do pesadelo que parecia não ter fim... mas finalmente e felizmente para nós toda palavra “fim” começou a ter um sentido novamente...
Bem, meus amigos... eu usei toda minha mágica para combater esses bastardos... até Vankar foi vítima de minha magia branca... e agora após algum tempo gasto recuperando um grau mental de sanidade e tendo que aceitar a morte de meu irmão eu posso finalmente sorrir sob o sol que ilumina minha linda Elgard...
Ele não está conosco mais... meu valoroso amigo, o herói das terras do nordeste, se foi... mas seu sacrifício foi exemplar e será lembrado nas próximas eras por todos, como um testamento de amor por estas terras...
E o ato de sabedoria de Dargor... ele também será lembrado como um grande homem...
Quando a escuridão encontra a luz, para criar o crepúsculo... tudo é possível e a maioria do tempo... as sombras podem guardar magia! Após a última batalha ele desapareceu... ninguém o viu novamente... ele continua lá? De qualquer modo obrigado mais uma vez, onde você estiver, poderoso senhor das sombras da montanha negra!
A reconstrução de Algalord, a nobre cidade das Terras Encantadas, começará durante as próximas luas... e desta vez os gárgulas serão o novo símbolo da cidade, para testemunhar o que eu lhes disse antes sobre a harmonia do nascer do sol...
No momento meus irmãos estão saudando os deuses da sabedoria com rios de vinho vermelho, e do sul ao norte os nomes de Dargor e do Escolhido estão na boca de todos...
Então meu amigo... com estas últimas linhas eu escrevo a última página deste livro... a saga da Espada de Esmeralda agora pode ser considerada encerrada... um livro entre milhões contam sobre a luta cósmica entre o bem e o mal... escrita novamente com o sangue de heróis... por uma perspectiva cósmica que logo se revelará... em uma entre mil realidades...!
Saudações a todos vocês...!”
(Aresius de Elgard)


Fonte: Power of The DragonFlame - Rhapsody

Crônicas de Algalord – Parte III: Manhã de vitória

Saudações à todos!!!

Lembram-se de mim? Sim, isso mesmo, eu, seu amigo Aresius de Elgard, ancião (mas não muito, hein?... hahaha!) mago de minhas queridas terras encantadas. Eu contei a você sobre a situação das terras encantadas ameaçadas pelo exército infernal de Akron, conhecido como o “rei negro”, no primeiro capítulo desta crônica. No segundo eu revelei para vocês o segredo da espada de esmeralda e como meu valoroso amigo, conhecido por vocês como o “Guerreiro de Gelo”, estava habilitado para abrir os portões de marfim e finalmente manipulá-la!

Eu quero contar a vocês a seqüência deste terceiro capítulo que não será menos valoroso e trágico do que os anteriores... provavelmente trágico demais para o meu gosto...! Então agora é o momento para vocês aprenderem tudo que aconteceu desde que o escolhido deixou os portões mágicos para trás, seguindo para Ancelot com a mágica arma em suas mãos...

Desfrute deste novo conto de coragem e orgulho e se abandone nos vales verdes das terras encantadas.. onde a viagem mística está para começar novamente...!
(Aresius)


A Espada de Esmeralda reluziu selvagemente em suas mãos valorosas e seu percurso para Ancelot começou com a primeira luz da nova manhã. Em vilas após vilas o Guerreiro de Gelo foi capaz de achar novos guerreiros prontos para demonstrar sua coragem para a segurança da cidade sagrada das terras encantadas. Então, quando ele finalmente chegou as montanhas rochosas em torno da fortaleza, o escolhido pode contar com um exército real pronto para encarar os cavaleiros malignos liderados por Dargor, príncipe das Terras Negras servindo a causa de Akron.
O herói de Loregard não queria mais gastar tempo por causa dos choros de Ancelot e seu defensor Arwald estava desesperado e tocado profundamente em seu bravo coração. Com este comando todo o exército das Terras Encantadas levantou suas espadas para o céu glorificando a sagrada guerra em nome de um futuro longo de paz sem vítimas inocentes caindo para satisfazer a sede por poder do senhor das Terras Negras.

Deste momento em diante apenas o Rei Caos dominou...

...após a lendária batalha dos bravos corações contra o exército de Dargor, Ancelot ficou livre novamente e o Guerreiro de Gelo pode finalmente levantar sua divina espada no ar, como um sinal de vitória. Dois admiráveis guerreiros, o escolhido e Arwald, herói das terras do nordeste, lideraram os valorosos homens das Terras Encantadas para outro grande dia que seria cantado e recordado na corte dos reis por todos os gracejadores reais... Mas, como usual, guerra significa violência e crueldade livres, ambos não podem conter suas lágrimas de fúria por todas as vítimas inocentes que caíram em poeira em torno da fortaleza.

O pesadelo nunca parece acabar... Airin, a querida princesa de Arwald de Ancelot, foi capturada durante o cerco da cidade junto com outra dúzia de valorosos cavaleiros conhecidos em todas as regiões do Sudeste das Terras Encantadas pelos seus valores, foi no caminho para Hargor, infernal cidade das Terras Negras, localizada no coração do Caos.

Dargor e seus prisioneiros estavam agora marchando através da Terra dos Dragões e parecia impossível de alcançá-los antes que chegassem ao retiro de Akron.

Então nos dias seguintes, enquanto organizavam planos para libertar seus amigos aprisionados, o Guerreiro de Gelo e Arwald não podiam fazer nada além de esperar pela inevitável exigência do cruel Rei Negro...

O mensageiro do caos finalmente chegou e o medo de tudo se tornar uma trágica realidade: os demônios de Akron empalariam um por um todos os prisioneiros se ele não recebesse a lendária espada dos deuses... sim, meus amigos, isso mesmo... a mística Espada de Esmeralda. Oh, deus... que uso infernal pode ser feito dessa preciosa arma! Mas de qualquer maneira algo deve ser feito, e o mais breve possível, então a decisão foi tomada! Arwald e o Guerreiro de Gelo queriam encontrar o rei negro no centro de Hargor, essa cidade desolada das Terras Negras, e Akron garantiria a vida dos prisioneiros trocando-os pela mística espada de esmeralda. Mas o Guerreiro de Gelo sabia que nas mãos erradas esta arma preciosa poderia ajudar o rei infernal e seu sonho de conquista...

E eu posso confirmar para vocês que seu pensamento estava correto, porque, como eu já disse a vocês no primeiro capítulo dessas crônicas, uma guerra sangrenta entre a “Sagrada Aliança” e as hordas do império de Akron era disputada na fronteira entre as terras do Sudeste e as Terras Negras, e, como vocês sabem, o poder da Espada de Esmeralda pode decidir o resultado das guerras! Então, meus caros amigos, é tempo de levantar suas faces para o céu e clamar a mais poderosa das fúrias... oh, sim, isso mesmo!... a fúria sangrenta dos Titãs!!!

Sim, caros amigos, isso é exatamente o que realmente aconteceu, embora seu amigo Aresius nunca gostasse de ter contado a vocês...

Quando nossos dois heróis finalmente chegaram em Hargor, imediatamente entenderam que seria impossível voltar!

A visão foi trágica... dos cavaleiros aprisionados durante o cerco de Ancelot nada sobrou além de suas cabeças e membros empalados numa horrorosa e infernal geometria...

A mensagem foi clara e meus dois amigos não podiam fazer nada além de atacar como as Fúrias* buscando matar de modo honroso. Mas não... o que o rei negro planejou para eles foi ainda mais terrível... e eu posso assegurar a vocês, eu senti que algo não ia bem, estando em contato mental na maioria do tempo! Capturados e aprisionados, após alguns dias de tortura os dois guerreiros acordaram em uma caverna sombria clareada por sete tochas. Pesadas correntes de ferro limitavam seus movimentos. Airin, oh meu deus, sim, isso, pobre Airin, estava na frente deles, coberta apenas por um véu negro, em um desgraçado altar de pedra. Akron, seu sonho de manipular a poderosa Espada de Esmeralda foi por fim satisfeito, estava sorrindo de frente ao altar com todos seus cavaleiros demoníacos escurecendo a caverna e nenhuma mente sã gostaria de imaginar o que poderia acontecer nos próximos momentos...

Não, eu não quero contar a vocês... mas eu tenho... porque todos vocês, meus amigos, tem que entender o quanto cruel e blasfêmico os atos de um homem podem ser, embora seja difícil para mim considerá-lo como um homem, estando possuído por forças malignas do esquecimento cósmico!

Então... Airin, a querida princesa de Arwald, foi brutalmente abusada por todas as malígnas criaturas desse lugar infernal na frente de nossos dois heróis e por Akron mesmo, que continua rindo e construindo sua energia negra pelo sofrimento de inocentes sofridos.

O valoroso Dargor, já tentando convencer seu rei das insanidades da armadilha e de toda essa violência livre, sentiu-se constrangido para condenar esse horrível ritual de sangrenta depravação. Se ele jurasse sua lealdade ao culto do mal, o príncipe das Terras Negras, ser educado por um de meus maiores inimigos, o mago conhecido como Vankar de Helm, que sempre tentou conciliar seus atos com alguns ideais que por vezes contrastaram com a filosofia de Akron... e agora mais uma vez!

Retornando para nosso conto... o ritual terminou ainda mais trágico... Ainrin foi forçada, com seu último suspiro de vida e olhando pela última vez para seu querido Arwald, a tomar o Sgral, uma mágica substância capaz de corroer o mais forte aço.

E, logo após, sua morte era realidade...

Com licença, meus amigos, se neste momento uma lágrima está caindo de meus velhos olhos, mas a tragédia é muito grande para um ultrapassado, coração atormentado como o meu...

Arwald rezou para todos os deuses do cosmos para estar livre dessa visão desgraçada e, ser incapaz de suportar esse sofrimento, ele logo perdeu seus sentidos...

Akron preparou algo especial para todos, então o herói das terras do Nordeste foi também torturado de todo modo possível e no fim também foi forçado a se tornar uma vítima da terrível substância corrosiva...

Mas neste momento os deuses do cosmos escutaram seu chamado. Mesmo com suas pernas queimando no ácido, usando sua última divina energia interna, Arwald usou suas armas, já mostrando o branco dos ossos, para jogar um pouco do ácido verde em direção ao Guerreiro de Gelo. O destino fez com que parte espirrasse nas correntes que aprisionavam o escolhido... o ferro foi corroído e nosso herói foi capaz de se libertar... Arwald, com sua morte, deste modo salvou a vida de nosso mútuo amigo. Armado apenas com pedras da caverna, sua poderosa fúria o liderou contra a horda do mal e ele foi apenas capaz de fugir da fúria assassina de Akron se jogando no rio subterrâneo, conhecido como Aigor, que flui através da caverna e carregou ele para o ar livre fora de Hargor. Após várias luas, escapando através de sombrios pântanos e depois montanhas rochosas, ele foi finalmente capaz de alcançar seus queridos vales e depois a floresta de unicórnios, apenas lá ele poderia se sentir salvo. Triste, cansado, faminto e enfurecido, mas finalmente salvo. A espada de esmeralda estava agora cintilando nas mãos de Akron e algo deveria ser feito antes que fosse tarde demais para nossas queridas Terras Encantadas!

Tudo bem, meus caros amigos, meu velho corpo suportou muito stress desta vez contando a vocês este trágico conto, e então é melhor que eu descanse um pouco entre as árvores mágicas desse vale verde, que me ofereceu hospitalidade por muitas luas. Estarei de volta para vocês em breve para o último capítulo dessas crônicas, que eu acho a mais intensa, dramática e épica que contarei a vocês!

Então se preparem e no momento certo tente viver sua vida com os mesmos idéais de honestidade e justiça que abastecem os corações de meus valorosos amigos, prontos para usar a fúria do trovão para combater a livre violência, então este outro velho mago ficará orgulhoso de contar as crônicas de sua existência com o mesmo épico entusiasmo...!
Sempre seu, Aresius.


Fonte: Dawn of Victory - Rhapsody

Crônicas de Algalord - Parte II: Sinfonia das Terras Encantadas


A terrível guerra iminente, infligirá angústia nos tempos a vir...

Guerreiro de Gelo:
- Eu cruzei os vales, a poeira das terras médias, para procurar pela terceira chave para abrir os portões, agora estou perto do altar, o segredo está nele como a lenda diz, meu querido sol ilumina os olhos do dragão. No caminho para a glória eu honrarei minha espada para servir ideais corretos e justiça para todos. Finalmente aconteceu, o sol iluminou os olhos, o encanto foi criado, estranhos jogos de luz. Graças aos espelhos escondidos eu achei meu caminho perdido além das pedras, eu encontrei o lugar, era uma caverna secreta. Numa longa batalha que as profecias diziam a luz prevaleceria, por isso a sabedoria é ouro. Pelo rei, pela terra, pelas montanhas, pelos vales verdes onde os dragões voam, pela glória, o poder para vencer o senhor negro eu procurarei pela Espada de Esmeralda. Apenas um guerreiro com um coração limpo poderia ter a honra de ser beijado pelo sol... Sim, eu sou esse guerreiro e seguirei meu caminho liderado por forças cósmicas da alma, eu posso dominar a espada!
Removidas as pedras que escondem a caverna, cegueira e escuridão ao longo do meu caminho. eu devo continuar sábio e bravo sem me precipitar. No alto das antigas pedras pude ver um corredor irreal. E eles apareceram em minha frente iluminados por uma chama mística, uma nova dimensão eu tive que encarar além dos portões. Eu não posso acreditar no que estou vendo agora enquanto os dois demônios acordam do sono... Sagrados dragões, guardiões do tempo, atravessem bravamente os céus e encantem meus olhos, voem além dessas colinas no curso do vento, a sabedoria dos reis. Perdido no sonho, estou sob o encanto dessa ensolarada terra mágica, mas Aresius disse: fique atento! Tudo pode esconder o inferno... Agora é hora de ir até a poderosa espada, é hora de seguir o sagrado chamado dos reis!


Entrando no reino da cachoeira...

Guerreiro de Gelo:
- Ecos de terror nesta velha terra, eu vejo o resultado de suas buscas, caveiras de velhos guerreiros por todos os lados nesse lugar místico. Poeira em seus olhos, poeira no meu orgulho nessa infinita jornada até a antiga espada. Eu posso ouvir o lamento deles entre as pedras... o sussurro de um agonizante fantasma... ele fala para todos eles, derrotado neste mundo perdido. Eu sou a última esperança deles para libertá-los do inferno mais uma vez, para quebrar as correntes de um sangrento passado com minha vitória. Glória eterna, venha rápida para mim, bata em meu coração para os reis de Algalord. Glória eterna abra suas longas asas, voe e para sempre lidere minha sagrada espada. Eu lutarei, eu chorarei, por seu silêncio... seu nome. Você viverá através de mim, acabarei com seu sofrimento, pelo cisne no lago, o pássaro na árvore, a paz para minhas queridas terras. O Rei Negro está perto e Algalord chama, então elevem suas vozes heróis do vale perdido.


Além dos portões da infinidade...

Guerreiro de Gelo:
- Fogo da sabedoria ilumina o céu, deixe-me atravessar essa terra escura maligna, um véu de neblina cobre tudo. Alguma coisa está acontecendo, meu coração tem que ser forte. Fiquem longe monstros do inferno! Não, eu não quero dar a vocês minha atrativa carne! Criaturas deformadas em volta de mim rastejaram de antigas e desgraçadas cavernas. Elas serão sua loucura, elas serão seu fim, elas lamberão seus ossos e beberão seu cérebro. Suas línguas vão dilacerar seus intestinos, minha comida. Seus corpos serão empaldos cheios de merda.
Criaturas:
- Agora tolo guerreiro, ouça minhas palavras: você foi condenado e virá com todos nós além dos portões da infinidade.
Guerreiro de Gelo:
- Eu sou o poderoso guerreiro das terras do norte, Algalord está chamando, então seu inferno terá que esperar.
- O dia se foi mas continuo aqui com você, minha doce rosa, minhas colinas verdes, querido mar, lagos e céu, querida mãe terra. A terra silenciosa apagou meus pensamentos, eu quero me perder em você, acaricie minha alma enquanto fecho meus olhos. Nas asas do destino através de virgens céus voarei para horizontes distantes. Cara terra serena, cara mãe terra, acaricie minha alma enquanto fecho meus olhos...

A torre negra do abismo...

Guerreiro de Gelo:
-Abra suas asas para o horizonte negro, voe onde a penumbra reina... o poderoso Tharos cruza a linha do inferno, está muito perto. Perdido nas sombras eu procuro por meu sol, voe e encare antes da lua nova lá onde o caos governa.
Visões desgraçadas, terror ancestral, poupe minha mente, meus olhos inocentes.

"E repentinamente o irreal silêncio foi quebrado por um lamento... o lamento veio das profundezas do tenebroso abismo... e dos sete portões da fortaleza negra o morto voltou a vida para encará-lo... isso é o inferno..."

Guerreiro de Gelo:
-Fogo imortal agora ilumine meu coração, ilumine meu caminho. Encare a velha lenda, o guardião do espaço e do tempo. vivos mortos em negros demônios alados voam alto para jogar com suas cabeças. Portões góticos, torres místicas entre as nuvens negras.
Sábio e poderoso, você é a força da terra, o mar se torna violento ao seu comando, ventos do sul, ventos do norte deixe-me ouvir seu chamado golpeie no meu coração enchendo minha alma, dê-me a força da tempestade. Por todo o tempo do meu percurso seja meu guia, eu seguirei seu sinal para uma vida justa. Seguindo os sagrados ventos, ventos da eternidade. Eu combaterei para sempre os filhos do pesadelo.

Última luta de Tharos...


"Oh, destino cruel... as lágrimas logo cobriram a face do guerreiro e Tharos, o querido dragão, abriu suas asas pela última vez, feliz por ter encontrado a liberdade pelo menos na morte... voe... voe alto poderoso Tharos... seu nome sempre será lembrado pelas pessoas das terras encantadas... e sua memória seguirá conosco para sempre contra as hordas do senhor negro, pela salvação das terras encantadas. Adeus, irmão... adeus...!!"

Guerreiro de Gelo:
- Deus da manhã, pai do trovão, senhor do vento, agora soprando em mim. Obrigado por tudo, por seu sinal sagrado, por montanhas e colinas, a floresta, o mar, por todos esses mortos e por minha princesa eles derramarão o sangue deles porque finalmente a Espada de Esmeralda é minha
- Pelo que você fez a eles, você queimará em meu ódio. Filho do inferno, traidor da luz, rei da escuridão, seu nome está cravado na minha espada. Por seu desejo inocentes morrem todos os dias, mas minha espada logo virá para todos vocês e seu reino irá cair e você será poeira novamente para sempre.
Rei temido, sempre inimigo, à glória perpétua... com coragem nós marcharemos para lhe dar a eterna agonia.
Palavras mágicas de amor abasteçam todos meus sonhos eternamente, use-me. Amor, guie-me para a vitória, para a infinidade, para harmonizar a voz dos mortos para inocentes de minha memória. Violador da terra eu quero sua cabeça, porco sádico, eu não posso esquecer o que você fez, todo o sangue que você sugou de minha terra.


"Vá, poderoso guerreiro... os reis das Terras Encantadas estão esperando sua vitória! Siga nas asas da sabedoria, continue além dos vales médios para derrotar o mestre do caos em nome da justiça cósmica. Paz e amor para sempre!"




O guerreiro perdeu seu irmão Tharos, mas este sacrifício pode significar uma esperança real para a salvação das terras encantadas...
Sim, ele poderia ter derrotado o cruel Akron, sobretudo por seu pobre amigo!
A espada de esmeralda brilhou magicamente nas mãos do herói e agora o percurso para Ancelot tem que começar o quanto antes possível... Arwald não pode esperar mais...
As notícias da obra vitoriosa espalharam-se por todas as terras encantadas e todas as pessoas celebraram o filho do gelo por vários dias.
Também os reis, confiaram nas diferentes linhas de frente da sangrenta guerra contra o exército de Akron, não podiam conter sua alegria e esta minúscula chama representa a esperança para a qual as queridas terras foram destinadas nutrir para sempre...
Aqui um capítulo termina, aqui outro começa... parte da história foi escrita, parte não... Mas estou sempre aqui, Aresius de Elgard, pronto para contar a vocês os eventos a respeito das terras sagradas... eventos de coragem e força, do bem e do mal...
Paz e amor para todos vocês...
(Aresius de Elgard)



Fonte: Symphony of Enchanted Lands - Rhapsody

Crônicas de Algalord - Parte I: Contos lendários

Caos, fogo e sangue... rios de sangue! Há muito tempo atrás as terras em torno de Algalord viveram o pior momento em suas histórias: o profundo desprezo do “tempo das trevas”... tempos de sangrentas batalhas entre as forças da “Sagrada Aliança” e o exército infernal do bastardo conhecido como “Rei Negro”. Em nome de Kron, o cruel e antigo deus da guerra, ele cruzou as montanhas negras com uma meta precisa: a conquista de Algalord, a sagrada fortaleza das terras encantadas, antiga guardiã do segredo... o segredo da sagrada “Espada de Esmeralda”, a poderosa arma da força positiva, a responsável pelos destinos das guerras e asseguradora da paz...
Num momento dramático uma fundamental decisão foi tomada: graças a “sabedoria dos reis” uma aliança foi criada. Quatro bravos reis decidiram unir suas forças para criar o mais poderoso exército em memória viva. Algalord, Irengard, Elgard e Ancelot, todos unidos sob o comando de Harold “o bravo”. Esse foi o meio da vitória, o triunfo da luz sobre as forças do abismo...
Agora, após tempos de paz e prosperidade o pesadelo está de volta e pior do que sempre foi! Algalord está sob ameaça novamente... nas regiões do nordeste o sangue do inocente já está fluindo e os sofrimentos da tortura e abusos estão estridentes nos céus...
Há apenas uma esperança restante para salvar as queridas terras: as “três chaves da sabedoria” no caminho para os “portões de marfim”. A profecia é clara: apenas um “guerreiro de gelo” com um coração puro estará habilitado para abrir os portões, localizados em algum lugar nas Terras do Caos e, se ele for forte o suficiente para derrotar o guardião ancestral, terá a honra de manipular a poderosa espada e liderar os homens valorosos numa épica cruzada para a salvação das terras encantadas...
Muitos guerreiros tentaram penetrar nos lendários “portões de marfim”, mas ninguém sabe o que aconteceu com eles porque nunca voltaram. Agora é a sua vez, bravo guerreiro, mas lembre-se: para conseguir as três chaves, você tem que encarar o reflexo de seus pecados. Então reze para que o gelado inverno congele seu lado negro tornando seu coração puro como gelo, ou a “Espada de Esmeralda” será inconquistável mais uma vez...
Então agora, o caminho para as planícies médias é longo e o tempo é curto. Vá e lute pelo triunfo da paz e do amor sobre tudo... a história continua tendo que ser escrita...

Guerreiro de Gelo:
-Demônios do abismo aguardem minha força, nas asas da glória eu voarei com bravura e enfurecido. Pararei suas loucuras, a sede por sangue, para trazer a paz onde o amor deve reinar. Tempos atrás os anciãos disseram que as trevas cairiam novamente, minha terra não veria a luz mais... minha querida Algalord. Meu cavalo corre ferozmente, a besta está de volta para conquistar meu reino. O mar, as colinas, rios e lagos chamam meu sagrado nome.

Aresius:
- Combata em sua batalha sagrada, levante sua poderosa espada e cavalgue. Você é a face escolhida, o maligno filho do sagrado gelo. Poderoso guerreiro, pela lenda, vá novamente das colinas por paz e amor para o mar de ouro.

Guerreiro de Gelo:
- Minha terra deve ser livre! Eu atravessei a floresta dos elfos enquanto meu coração batia rápido, o céu está cinza não há mais vento o tempo parou de correr. Marchem para o inferno irmãos de Irengard, juntos enfrentaremos as chamas sem medo e com bravura. Nas gramas onde o sangue será derramado, flores da verdadeira esperança brotarão novamente. Agora deixem seus castelos, justos seremos fortes, eu os liderarei por essa guerra sagrada para salvar nossos tronos, para dar a nosso povo a alegria de ser livre, para ver nosso querido sol nascer novamente.

Fúria do inverno...


Guerreiro de Gelo:
- Frio é o inverno, a neve cai. Místicas luzes dançam no céu para os ventos da noite, o encanto da natureza abastece minha alma, beija com sua linda canção minha terra com amor. A fúria do inverno molda o horizonte cobrindo as montanhas florestas e lagos... a fúria do inverno, maravilha mágica. Fúria encantada, força majestosa. Não há palavras para descrever a poesia da paisagem. Eu posso receber toda a mágica que minha estação oferece. Lágrimas de inverno caem em mim congelando meu lado negro, Meu coração deve ser amplamente cheio de integridade para iluminar os olhos.

Ecos da tragédia...


Guerreiro de Gelo:
- Onde o sol cria jogos de sombra, Onde trágicos ecos falam da morte, por que senhor?... por que?... Entre as ruínas, através de lagos do sangue sagrado, eu caminho em lágrimas por minha terra perdida. Ecos da tragédia cravados na minha lamina, nesta luta interminável contra a besta. Soldados das sombras voltam do inferno, queimam em seu fogo, a glória para mim será seu fim. Mães e crianças abraçadas no sangue, tortura e abusos deixaram suas marcas. Após o sofrimento eu invocarei a sagrada fúria... queime em meu coração agora, chamas da fúria cega.

Chamas da vingança...

Guerreiro de Gelo:
- Minha princesa por que eu devo assistir sua morte? Eu não posso suportar esse trágico sofrimento... agora eu fecho seus olhos enquanto o trovão golpeia o céu, eu choro por ver o inocente morrer. Irmão estou pronto, a jornada pode começar,por voces eu vencerei! Agora a hora chegou despeço dos meus queridos e velhos amigos, Ancelot está chamando por minha ajuda. Do sol de Elgard até as planíces médias, pela salvação das terras encantadas, procuro vingança por todos esses mortos, ficar cara a cara. Fogo e aço, sigam-me por minhas terras, Vocês queimarão hordas do inferno nas intensas chamas mortíferas da vingança. Saiam de seus abismos, as lágrimas escondem vingança.

Terra de imortais...


Aresius:
- Escute o silêncio dos ventos fazendo seu próprio destino, Vá e encare o espelho de seus pecados, apenas os bravos corações encontram o caminho quebrando o feitiço dos dragões. Cruze o bosque de Argon com o coração na mão.

Guerreiro de Gelo:
- Terra de imortais eu espero pelo meu dia de alcançar a sabedoria de seus céus. Terra de imortais você deve pertencer a mim daqui para a eternidade.

Aresius:
- E entre as colinas de Elgard, perto das antigas ruínas de Kron, você encarará a malícia do velho anão para obter a segunda chave, você deve cruzar o sangrento mar, onde a sede de Tharos nunca termina.

Guerreiro de Gelo:
- Sagrada força da sabedoria espalhada por todo o ar, eu devo respirá-la sempre para terminar esta épica sagrada busca. Meu caminho será difícil mas eu farei tudo para chegar aos vales onde os verdadeiros guerreiros vão, além dos portões de marfim.

Floresta de unicórnios...

Guerreiro de Gelo:
- Corra querido e sagrado cavalo neste dia de paz, através desses vales agraciados pela luz, onde a paz é tão rara. Tão robustas árvores deixem-me ouvir suas palavras sobre aquelas memórias. Por favor, digam-me sobre nossa defesa e épicas batalhas que venceram.

Árvores:
-Cuidado com o desgraçado fogo, meu guardião das árvores, suas chamas não podem queimar a memória, a sabedoria dos reis. Os segredos desta floresta, a cavalgada dos unicórnios, são tesouros destes vales onde a liberdade tem seu trono, onde o amor deve reinar eternamente, evitando atos de guerra. Nós devemos ter todo seu valor para defender essas terras ou o sol nesses vales não nascerá novamente.

Deus do trovão...

Guerreiro de Gelo:
- Nascido no tempo das trevas e do mal sob o sinal de Deus, gloria à minha mãe, fogo à meu irmão, a espada é minha única lei. Nas terras do caos e ódio não há lugar para mim, e pela conquista da justiça e da honra eu usarei minha lâmina. Chama sagrada queime novamente para a eternidade, incendeie meu coração para vencer, A guerra sagrada está esperando outro inflamado rei. Fúria no meu coração cruzando a floresta, cavalgando em meu cavalo negro, através do vale, ao longo do rio onde o sangue quente flui. Além dos lagos e alem das colinas eu seguirei o chamado do vento, sustento a lenda e por minha princesa eu lutarei e vencerei! Deus do trovão por favor seja meu guia, antes e depois de minha última jornada... serei seu soldado servindo à luz, cavalgando para sempre vivo e orgulhoso.
- E as trevas cobriram todas as terras... o silencioso rio flui, Os gracejadores dançam em torno das chamas tocando uma canção antiga, uma canção de um poderoso guerreiro, de épicas e sangrentas batalhas. Enquanto a luz da lua encontra as paredes solares eu devo fechar meus olhos... outro conto de guerras infinitas pelos defensores da sagrada luz, o fogo entra em minha mente, o sangue dos inocentes nos meus olhos, espalhando as asas do sonho... eu quero vencer entre fogo e aço, por todos eles! Alguns cavaleiros dormem perto do fogo, afogam em seus próprios vinhos vermelhos, o ancião olha a chama alta sabendo que a batalha recomeçará. O mágico canto dos pássaros encontra a luz da manhã, a antiga canção está acabando agora, mas meu velho sonho continua...


Fonte: Legendary Tales - Rhapsody

Sábado, 3 de Maio de 2008

Praia Grande - SP

Domingo, 23 de Março de 2008

Praia Grande, 23 de Março de 2008
Primeiro post...