domingo, 18 de maio de 2008

Crônicas de Algalord - Parte I: Contos lendários

Caos, fogo e sangue... rios de sangue! Há muito tempo atrás as terras em torno de Algalord viveram o pior momento em suas histórias: o profundo desprezo do “tempo das trevas”... tempos de sangrentas batalhas entre as forças da “Sagrada Aliança” e o exército infernal do bastardo conhecido como “Rei Negro”. Em nome de Kron, o cruel e antigo deus da guerra, ele cruzou as montanhas negras com uma meta precisa: a conquista de Algalord, a sagrada fortaleza das terras encantadas, antiga guardiã do segredo... o segredo da sagrada “Espada de Esmeralda”, a poderosa arma da força positiva, a responsável pelos destinos das guerras e asseguradora da paz...
Num momento dramático uma fundamental decisão foi tomada: graças a “sabedoria dos reis” uma aliança foi criada. Quatro bravos reis decidiram unir suas forças para criar o mais poderoso exército em memória viva. Algalord, Irengard, Elgard e Ancelot, todos unidos sob o comando de Harold “o bravo”. Esse foi o meio da vitória, o triunfo da luz sobre as forças do abismo...
Agora, após tempos de paz e prosperidade o pesadelo está de volta e pior do que sempre foi! Algalord está sob ameaça novamente... nas regiões do nordeste o sangue do inocente já está fluindo e os sofrimentos da tortura e abusos estão estridentes nos céus...
Há apenas uma esperança restante para salvar as queridas terras: as “três chaves da sabedoria” no caminho para os “portões de marfim”. A profecia é clara: apenas um “guerreiro de gelo” com um coração puro estará habilitado para abrir os portões, localizados em algum lugar nas Terras do Caos e, se ele for forte o suficiente para derrotar o guardião ancestral, terá a honra de manipular a poderosa espada e liderar os homens valorosos numa épica cruzada para a salvação das terras encantadas...
Muitos guerreiros tentaram penetrar nos lendários “portões de marfim”, mas ninguém sabe o que aconteceu com eles porque nunca voltaram. Agora é a sua vez, bravo guerreiro, mas lembre-se: para conseguir as três chaves, você tem que encarar o reflexo de seus pecados. Então reze para que o gelado inverno congele seu lado negro tornando seu coração puro como gelo, ou a “Espada de Esmeralda” será inconquistável mais uma vez...
Então agora, o caminho para as planícies médias é longo e o tempo é curto. Vá e lute pelo triunfo da paz e do amor sobre tudo... a história continua tendo que ser escrita...

Guerreiro de Gelo:
-Demônios do abismo aguardem minha força, nas asas da glória eu voarei com bravura e enfurecido. Pararei suas loucuras, a sede por sangue, para trazer a paz onde o amor deve reinar. Tempos atrás os anciãos disseram que as trevas cairiam novamente, minha terra não veria a luz mais... minha querida Algalord. Meu cavalo corre ferozmente, a besta está de volta para conquistar meu reino. O mar, as colinas, rios e lagos chamam meu sagrado nome.

Aresius:
- Combata em sua batalha sagrada, levante sua poderosa espada e cavalgue. Você é a face escolhida, o maligno filho do sagrado gelo. Poderoso guerreiro, pela lenda, vá novamente das colinas por paz e amor para o mar de ouro.

Guerreiro de Gelo:
- Minha terra deve ser livre! Eu atravessei a floresta dos elfos enquanto meu coração batia rápido, o céu está cinza não há mais vento o tempo parou de correr. Marchem para o inferno irmãos de Irengard, juntos enfrentaremos as chamas sem medo e com bravura. Nas gramas onde o sangue será derramado, flores da verdadeira esperança brotarão novamente. Agora deixem seus castelos, justos seremos fortes, eu os liderarei por essa guerra sagrada para salvar nossos tronos, para dar a nosso povo a alegria de ser livre, para ver nosso querido sol nascer novamente.

Fúria do inverno...


Guerreiro de Gelo:
- Frio é o inverno, a neve cai. Místicas luzes dançam no céu para os ventos da noite, o encanto da natureza abastece minha alma, beija com sua linda canção minha terra com amor. A fúria do inverno molda o horizonte cobrindo as montanhas florestas e lagos... a fúria do inverno, maravilha mágica. Fúria encantada, força majestosa. Não há palavras para descrever a poesia da paisagem. Eu posso receber toda a mágica que minha estação oferece. Lágrimas de inverno caem em mim congelando meu lado negro, Meu coração deve ser amplamente cheio de integridade para iluminar os olhos.

Ecos da tragédia...


Guerreiro de Gelo:
- Onde o sol cria jogos de sombra, Onde trágicos ecos falam da morte, por que senhor?... por que?... Entre as ruínas, através de lagos do sangue sagrado, eu caminho em lágrimas por minha terra perdida. Ecos da tragédia cravados na minha lamina, nesta luta interminável contra a besta. Soldados das sombras voltam do inferno, queimam em seu fogo, a glória para mim será seu fim. Mães e crianças abraçadas no sangue, tortura e abusos deixaram suas marcas. Após o sofrimento eu invocarei a sagrada fúria... queime em meu coração agora, chamas da fúria cega.

Chamas da vingança...

Guerreiro de Gelo:
- Minha princesa por que eu devo assistir sua morte? Eu não posso suportar esse trágico sofrimento... agora eu fecho seus olhos enquanto o trovão golpeia o céu, eu choro por ver o inocente morrer. Irmão estou pronto, a jornada pode começar,por voces eu vencerei! Agora a hora chegou despeço dos meus queridos e velhos amigos, Ancelot está chamando por minha ajuda. Do sol de Elgard até as planíces médias, pela salvação das terras encantadas, procuro vingança por todos esses mortos, ficar cara a cara. Fogo e aço, sigam-me por minhas terras, Vocês queimarão hordas do inferno nas intensas chamas mortíferas da vingança. Saiam de seus abismos, as lágrimas escondem vingança.

Terra de imortais...


Aresius:
- Escute o silêncio dos ventos fazendo seu próprio destino, Vá e encare o espelho de seus pecados, apenas os bravos corações encontram o caminho quebrando o feitiço dos dragões. Cruze o bosque de Argon com o coração na mão.

Guerreiro de Gelo:
- Terra de imortais eu espero pelo meu dia de alcançar a sabedoria de seus céus. Terra de imortais você deve pertencer a mim daqui para a eternidade.

Aresius:
- E entre as colinas de Elgard, perto das antigas ruínas de Kron, você encarará a malícia do velho anão para obter a segunda chave, você deve cruzar o sangrento mar, onde a sede de Tharos nunca termina.

Guerreiro de Gelo:
- Sagrada força da sabedoria espalhada por todo o ar, eu devo respirá-la sempre para terminar esta épica sagrada busca. Meu caminho será difícil mas eu farei tudo para chegar aos vales onde os verdadeiros guerreiros vão, além dos portões de marfim.

Floresta de unicórnios...

Guerreiro de Gelo:
- Corra querido e sagrado cavalo neste dia de paz, através desses vales agraciados pela luz, onde a paz é tão rara. Tão robustas árvores deixem-me ouvir suas palavras sobre aquelas memórias. Por favor, digam-me sobre nossa defesa e épicas batalhas que venceram.

Árvores:
-Cuidado com o desgraçado fogo, meu guardião das árvores, suas chamas não podem queimar a memória, a sabedoria dos reis. Os segredos desta floresta, a cavalgada dos unicórnios, são tesouros destes vales onde a liberdade tem seu trono, onde o amor deve reinar eternamente, evitando atos de guerra. Nós devemos ter todo seu valor para defender essas terras ou o sol nesses vales não nascerá novamente.

Deus do trovão...

Guerreiro de Gelo:
- Nascido no tempo das trevas e do mal sob o sinal de Deus, gloria à minha mãe, fogo à meu irmão, a espada é minha única lei. Nas terras do caos e ódio não há lugar para mim, e pela conquista da justiça e da honra eu usarei minha lâmina. Chama sagrada queime novamente para a eternidade, incendeie meu coração para vencer, A guerra sagrada está esperando outro inflamado rei. Fúria no meu coração cruzando a floresta, cavalgando em meu cavalo negro, através do vale, ao longo do rio onde o sangue quente flui. Além dos lagos e alem das colinas eu seguirei o chamado do vento, sustento a lenda e por minha princesa eu lutarei e vencerei! Deus do trovão por favor seja meu guia, antes e depois de minha última jornada... serei seu soldado servindo à luz, cavalgando para sempre vivo e orgulhoso.
- E as trevas cobriram todas as terras... o silencioso rio flui, Os gracejadores dançam em torno das chamas tocando uma canção antiga, uma canção de um poderoso guerreiro, de épicas e sangrentas batalhas. Enquanto a luz da lua encontra as paredes solares eu devo fechar meus olhos... outro conto de guerras infinitas pelos defensores da sagrada luz, o fogo entra em minha mente, o sangue dos inocentes nos meus olhos, espalhando as asas do sonho... eu quero vencer entre fogo e aço, por todos eles! Alguns cavaleiros dormem perto do fogo, afogam em seus próprios vinhos vermelhos, o ancião olha a chama alta sabendo que a batalha recomeçará. O mágico canto dos pássaros encontra a luz da manhã, a antiga canção está acabando agora, mas meu velho sonho continua...


Fonte: Legendary Tales - Rhapsody

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